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CABOS DE AÇO

Os cabos de aço apresentam diversas construções. A construção do
cabo é determinada pelo número de pernas que o compõem e pelo
número de fios de cada perna. O cabo 6 X 19, por exemplo, é
composto por 6 pernas de 19 fios cada.
Já a alma do cabo pode ser identificada pelas seguintes siglas:
AF (alma de fibra natural); AFA (alma de fibra artificial); AA
(alma de aço formada por uma perna); e AACI (alma de aço de cabo
independente).


Para
a utilização em elevadores utilizamos cabos de aço AF (alma de
cânhamo) composição tipo Seale (disposição dos fios em cada
perna), torção regular a direita, fixa através de tirantes em
cunha e clips instalados como mostra a figura, polido e
preformado, 8 X 19 de diversas bitolas, dependendo do tipo de
elevador, capacidade e utilização (1/8, 1/4, 1/2, 3/4, 3/8, 5/8,
5/16, etc).
Observe a
seguir como vistoriar o cabo de aço de seu elevador:
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Substitua o cabo quando |
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Arames
rompidos visíveis no trecho mais prejudicado atingirem os
seguintes limites:
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6 fios rompidos em um
passo;
-
3 fios rompidos em
uma única perna
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Aparecer
corrosão acentuada |
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Os arames
externos se desgastarem mais do que 1/3 de seu diâmetro
original |
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O
diâmetro do cabo diminuir mais do que 5% em relação ao seu
diâmetro nominal |
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Aparecerem sinais de danos por alta temperatura no cabo |
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Aparecer
qualquer distorção no cabo(dobras, amassamentos ou "gaiola
de passarinho") |
Um outro item de suma importância é a verificação da polia de
tração da máquina do elevador, pois é nela que os cabos estão
assentados, permitindo que ocorra o atrito eficaz para a tração
uniforme.
Uma polia desgastada apresentando canais com sulcos maiores que
o permitido para a bitola específica do cabo de aço utilizado,
gera deslizamentos deste cabo, acarretando desgaste maiores do
cabo e "trancos" nas paradas do elevador.
A seção transversal do canal da polia deve permitir um perfeito
assentamento do cabo. O canal das polias não deve apresentar
desgaste ou defeitos superficiais.

A
Conservação atuando na vida útil do Cabo de Tração
O técnico conservador deve periodicamente observar os canais da
polia de tração, limpar e lubrificar o cabo de aço com
lubrificantes específicos, especialmente desenvolvidos para
isso, aferir o comprimento e efetuar os devidos ajustes,
evitando que o contrapeso choque-se com as molas, inspecionar os
tirantes e molas e indicar ao responsável que não ultrapasse o
número de passageiros ou peso total permitido, estabelecido para
aquele equipamento.
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